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Home / All / Princesa dos Elementos
Last Updated : 2020-11-16
Princesa dos Elementos

Princesa dos Elementos

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·
18+
·
Ongoing
By:  Camila Grilli

13

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Synopsis
Catherine Fairway era uma jovem do reino de Cannehor e vivia uma vida normal na fazenda de seu pai adotivo - ou tão normal quanto seria possível quando você é capaz de controlar a natureza.Cath foi adotada por um humilde fazendeiro, Luke Fairway, aos nove anos, após ver seus pais biológicos morrerem. Apesar do trágico assassinato ter chocado todo o reino, essa lembrança e todo o resto de sua infância foram apagadas da mente da menina, e esta nunca soube de onde viera. Tudo o que sabia sobre sua antiga vida era que nascera com um dom incrível: controlar os quatro elementos. Durante oito anos, Catherine viveu pensando ser a única pessoa a carregar a magia dentro de si, mas, ao ser convidada para competir pela mão do príncipe no castelo, descobriu o quanto estava errada. O que era para ser apenas uma "competição estúpida", em sua visão, acabou por se tornar um mar de confusões e revelações. Em poucas semanas, Catherine se viu cercada de inimigos que desejavam destruí-la por algo que nem ela mesma entendia: seu passado. Seria possível que suas lembranças apagadas fossem tão perigosas? Seria possível que a história de alguém tão jovem poderia guardar tanto ódio e intriga?A menina não entendia a razão de tudo aquilo estar acontecendo, e só com o conhecimento de seu passado poderia ser capaz de derrotar todos que a ameaçavam. Não importava o quanto isso a assustasse, ela precisava descobrir o que acontecera há tantos anos."O passado pode ser assustador, minha querida, mas nada me dá mais medo do que o futuro que você está prestes a enfrentar".
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Chapter 1

Prólogo

Era uma manhã de outono. A brisa fresca soprava nas folhas das árvores e as fazia farfalhar, criando uma melodia natural confortante. A família real dormia enquanto seus convidados — os Beaumont — faziam um piquenique numa clareira da floresta, nas redondezas do castelo. O sol começava a lançar seus primeiros raios de luz no céu agora alaranjado, e uma pequena menina corria por entre as árvores, balançando seus cabelos vermelhos como o fogo. Rodava a saia do vestido, segurando sua pequena coroa de brinquedo na cabeça, e ria junto com os sons dos pássaros cantando, sentindo-se uma princesa — e, de fato, em breve seria uma.

Era esta a razão da estadia dela e de sua família no castelo: assinar um acordo com a­­­ família real a fim de que juntassem sua filha com o pequeno e jovem príncipe em matrimônio, quando possuíssem idade suficiente. O acordo proporcionaria a todos muitos benefícios, principalmente na renda e no status de ambas as linhagens.

O sr. e a sra. Beaumont eram uma família nobre de Cannehor, e seu renome, respeito e fama dentre o povo provocavam na realeza certo interesse político; além disso, eram a principal opção da corte para um dia casar o príncipe com sua futura rainha. Portanto, todos acharam muito mais prático e benéfico forjar logo uma aliança através do casamento, e aqui estavam.

— Querida, não acha que vão procurar por nós eventualmente? — O sr. Beaumont perguntou.

— Ah, Simon, fique quieto. Há tanto tempo não nos divertimos! Sente-se e aproveite um pouco — ordenou a esposa em resposta, abrindo a cesta de palha.

— Está bem, Samantha. Mas eu ainda pressinto que algo dará errado.

— Você sempre acha isso, meu amor — riu. — Além disso, não há com o que se preocupar. A guarda real está a metros de distância. Se qualquer coisa acontecer, basta gritarmos. Agora, pare com esse medo irracional e vamos descansar um pouco.

Ambos sentaram-se na toalha estendida, começando a examinar a comida.

— Catherine! — Chamou seu pai. — A comida está te esperando.

— Já vou, papai.

Catherine saiu da floresta e foi até o centro da clareira, onde uma toalha xadrez de piquenique, branca e vermelha, estava posta. Sobre esta, no lado direito, encontrava-se uma cesta de palha, contendo frutas, queijos, pães e doces diversos, junto com uma garrafa de vinho e duas taças — pegas, com certeza, da cozinha real; no lado esquerdo da toalha, uma mulher morena deitava-se, olhando para o homem ao seu lado com ternura.

Os cabelos castanhos de Samantha contrastavam com seus olhos verdes, fazendo-os parecer mais escuros. O homem, por sua vez, fora o responsável por dar à Catherine os cabelos vermelhos enrolados, os quais eram acompanhados por sardas presentes em todo o seu rosto e olhos similares aos da esposa.

A menina sentou-se entre o pai e a mãe e deixou sua pequena coroa na toalha, logo atacando a cesta de doces. Enquanto comia toda a geleia de um pote, perguntou à Samantha a verdadeira razão de estarem ali.

— Hoje, mais tarde, te diremos tudo o que deseja saber, meu amor. Só tenha um pouco mais de paciência, sim?

— Tudo bem, mamãe. Mas estou curiosa.

— Eu sei, querida — disse seu pai. — Estamos ansiosos para lhe contar, mas o rei implora para que esperemos.

Catherine concordou e, após acabar de comer seu doce, arrastou-se para a beirada da toalha, ficando de costas para seus pais. Colocou a mão na grama, e moveu-a suavemente por cima das folhas. O capim, agora seco pela dureza do frio outonal, tornou-se verde lentamente sob seus dedos, adquirindo vida e cor. Quando retirou sua mão, olhou em volta, e a vida restaurada agora se estendia por toda a clareira, indo além dos limites da floresta. A menina sorriu e olhou para seus pais, a fim de compartilhar o grande avanço que estava tendo com seus poderes mágicos.

Mas, ao virar-se, ouviu um grito agudo, e o que viu chocou Catherine. O corpo inerte de seu pai estava deitado na grama, com os braços espalhados, os olhos arregalados, e a camisa clara manchada de sangue. No lugar de onde deveria ser seu coração, o cabo de uma faca estava afundado, mostrando uma pequena parte da lâmina de metal reluzente. A menina tropeçou para trás, apoiando-se nas mãos. Seguiu os olhos para sua mãe, que estava ajoelhada de costas para um homem, com uma arma de fogo pressionada em sua garganta.

A menina gritou tão alto que sua garganta ameaçou explodir, e o homem recuou. Ele usava uma roupa preta e seu rosto estava coberto com um capuz, mas era possível ver pouco de suas feições: não passava de um homem magro e muito, muito alto, com olhos negros e cheios de ódio. Catherine aproveitou seu momento de distração e tateou a grama às suas costas, procurando algo para usar como arma, e encontrou uma pedra, grande o suficiente para causar algum dano se jogada corretamente. Mas, como poderia ferir alguém, quando era apenas uma criança inocente e indefesa?

Não. Não indefesa. Tinha seus poderes, lembrou-se. E precisava usá-los, de algum modo, para salvar sua mãe. Então, atirou a pedra, mirando no rosto do rapaz, mas acabou acertando o estômago, por conta de sua altura exagerada e a evidente fraqueza da menina. Uma janela de surpresa abriu-se para ela enquanto o homem era atingido pela dor e se afastava da mulher. Catherine aproveitou, concentrando-se para fazer uma rajada de vento atingi-lo, mas só conseguiu fazer com que fosse lançado alguns metros para trás. A arma em sua mão atingiu a grama, mas não sem antes fazer uma bala acertar a cintura da mulher. A menina correu para socorrer sua mãe, que agora tossia, seus pulmões procurando por ar fresco. Uma grande mancha vermelha de sangue formava-se em sua roupa, aumentando mais a cada segundo.

Catherine moveu-se na intenção de ajudar sua mãe a se levantar, mas ela a afastou, procurando a filha com o olhar. Os olhos de Samantha refletiam seu medo e desespero, e, olhando para eles, a menina percebeu o que sua mãe queria dizer antes mesmo de abrir a boca: salve-se. Vá embora e não olhe para trás, eles diziam. Mas ela não conseguiria. Não poderia fugir e deixar sua mãe para morrer, não quando havia uma chance de salvar a ambas. Olhou para o corpo morto de seu pai, que já se tornava pálido, e lágrimas escorreram por seu rosto. Não poderia aceitar que aquilo acontecesse consigo e com Samantha.

Pelo canto do olho, viu o homem se recuperando. Sua janela de surpresa — os poucos segundos que conseguira com aquela pedra e a rajada de vento — estava se fechando. Precisava agir, e logo. Posicionou-se ao lado da mulher, pronta para carrega-la se fosse preciso, mas, ao invés de usar a filha como apoio, Samantha a abraçou, os joelhos falhando e o sangue escorrendo por seu corpo.

— Eu te amo — sussurrou ela, segurando o rosto de Catherine. — Prometa para mim... — tossiu — prometa que usará seus poderes apenas para o bem.

— Eu prometo — chorou, olhando para a ferida de sua mãe. — Eu te amo.

— Vá. Vá e não pare, por nada, não importa o que ouça.

— Perdoe-me... Eu sinto muito.

Afastou-se da mãe, limpando as lágrimas, e deu-lhe um último olhar para gravar seu rosto nas lembranças. O homem agora se rastejava na grama, com um ferimento na cabeça, procurando sua arma no chão. Os instintos de Catherine gritavam para que corresse, mas todo o seu corpo estava tenso, congelado e em choque. Fechou os olhos e levou alguns segundos para se recuperar. Não podia ficar ali. Eles estavam condenados, e, se não saísse logo daquela clareira, ela também estaria. Portanto, ficou de pé, sem olhar para frente, e fez o que seu subconsciente mandava: correu. No meio do caminho, ouviu um grito ao longe e o barulho de um tiro, mas não parou, mesmo sabendo que sua mãe havia caído, depois de muito lutar. Continuou correndo, como nunca antes, sem olhar para trás, por mais de uma hora.

Andou sem rumo até sair da floresta e esbarrar com uma plantação de vinhas, onde um homem de meia idade trabalhava, colhendo uvas e dirigindo-se à pequena casa de madeira alguns metros adiante. A casa que, agora, seria seu lar, por muito tempo.

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  • Princesa dos Elementos   Capítulo 12

    Meu sangue gelou quando ouvi galhos se quebrarem. Eu olhei para Jonathan, mas ele estava ocupado procurando a fonte do som. A floresta era cheia de animais selvagens e perigosos, e muitos deles saíam para caçar à noite. E, pior que isso: havia bárbaros que aproveitavam a falta de segurança do castelo para esconderem-se entre as árvores e tentarem saquear o lugar. Eu não duvidaria se um homem surgisse dos arbustos com uma espada na mão e tentasse nos matar, porque ele certamente reconheceria Jonathan como o príncipe herdeiro. O pior de tudo era que, se algo acontecesse conosco, a culpa seria toda minha.

    Last Updated : 2020-11-16
  • Princesa dos Elementos   Capítulo 11

    Um vento frio e cortante nos atingia fortemente, fazendo o cabelo dourado de John voar para seu rosto. Eu ainda estava em seu colo, e ele parecia procurar um lugar no chão para me deitar. Fechei os olhos quando percebi o que tudo aquilo significava. Era esse lugar que havia despertado minhas memórias quando cheguei ao castelo. Era a esse lugar que o príncipe Matthew havia se referido como perigoso quando dissera que eu precisava lembrar-me do meu passado. Apesar de ter tido aqueles flashes de memórias, eu ainda não me recordava do que havia acontecido — pelo menos não completamente e com detalhes —, mas não estava certa de que queria mesmo saber.

    Last Updated : 2020-11-12
  • Princesa dos Elementos   Capítulo 10

    Jonathan me conduzia pelo castelo, sempre segurando minha mão. Ele havia se desculpado em nome da condessa, e depois o silêncio entre nós pesara, aumentando minha tensão. Contudo, ele sorria, aparentando bom humor, e vez ou outra me olhava, como que esperando por algo. O príncipe andava por um caminho que eu desconhecia e do qual provavelmente jamais me recordaria, e eu estava começando a ficar impaciente quando ele parou no meio de um corredor e virou-se para me encarar. O sorriso usual de seu rosto tornava-se falso aos meus olhos. —

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  • Princesa dos Elementos   Capítulo 9

    Depois do meu incidente com Charlotte, eu fiquei a manhã toda no quarto. Íris, que passara pelo corredor alguns minutos depois do acontecido, se assustara com a garota cheia de galhos na cabeça e resolvera ajudar. Aparentemente, eles haviam se enroscado em seu cabelo, mas não era nada impossível de resolver, e não fora necessário cortar ou fazer coisas absurdas. Quando Íris me disse aquilo, eu soltei uma gargalhada alta. Todo aquele escândalo por nada. Seria possível que um pedacinho de planta assustava tanto assim uma pessoa?

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  • Princesa dos Elementos   Capítulo 8

    O homem entrou às pressas

  • Princesa dos Elementos   Capítulo 7

    Enquanto comia lentamente um

  • Princesa dos Elementos   Capítulo 6

    Afundei na banheira para enxaguar

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